уторак, јануар 24

"Já o disse em Hiroshima Mon Amour: o que conta não é a manifestação do desejo, da tentativa amorosa. O que conta é o inferno da história única. Nada a substitui, nem uma segunda história. Nem a mentira. Nada. Quanto mais a provocamos, mais ela foge. Amar é amar alguém. Não há um múltiplo da vida que possa ser vivido. Todas as primeiras histórias de amor se quebram e depois é essa história que transportamos para as outras histórias. Quando se viveu um amor com alguém, fica-se marcado para sempre e depois transporta-se essa história de pessoa a pessoa. Nunca nos separamos dele.
Não podemos evitar a unicidade, a fidelidade, como se fôssemos, só nós, o nosso próprio cosmo. Amar toda a gente, como proclamam algumas pessoas e os cristãos, é embuste. Essas coisas não passam de mentiras. Só se ama uma pessoa de cada vez. Nunca duas ao mesmo tempo."
Marguerite Duras, in "Mundo Exterior "

( (Carol minha amiga) ama essa autora, e há tempos queria lembrar de colocar este texto por aqui.Eu também gosto, principalmente gosto de ver pronunciar seu nome...mas gosto discordando,aliás como é minha forma mais presente de gostar de alguma coisa.Consigo discordar de absolutamente tudo dito sobre l´amour,e ainda assim gostar dela, por acha-la bela. Mas é absolutamente incabível em todos seus aspectos. Talvez, inclusive, o segredo desta beleza esteja aí, na sua irrealidade, irrealização, desejo para sempre inconcluso de unicidade. Pois nada pode ser mais verdade do que a própria mentira , e nada pode ser vivido que não seja múltiplo.L´amour est fou)

1 коментар:

Анониман је рекао...

No mais,
ama e espera algo disso?