уторак, јун 29

O que se faz em caso de terremoto...
quase fico puto em pensar em abandonar
a ela (amargura),
companhia tão fiel.
Sempre vi o mundo. E ele sempre foi igual. Ontem,
ela cor de noite sorriso de estrela:anjo: sorriu.
E o mundo já não cabe em mim.




A verdadeira arte de viajar


A gente sempre deve sair à rua como quem foge de casa,
Como se estivessem abertos diante de nós todos os caminhos do mundo.Não importa que os compromissos, as obrigações, estejam ali...
Chegamos de muito longe, de alma aberta e o coração cantando!

Quintana

недеља, јун 27

Enquanto eu lia o livro
(lembrei de whitman lendo São Luís, então marco a lembrança neste blog que permanece em tão pouco)

Enquanto eu lia o livro, a famosa biografia:
- Então é isso (eu me perguntava)
o que o autor chama
a vida de um homem?
E é assim que alguém,
quando morto e ausente eu estiver,
irá escrever sobre a minha vida?
(Como se alguém realmente soubesse
de minha vida um nada,
quando até eu, eu mesmo, tantas vezes
sinto que pouco sei ou nada sei
da verdadeira vida que é a minha:
somente uns poucos traços
apagados, uns dados espalhados
e uns desvios, que eu busco
para uso próprio, marcando o caminho
daqui afora.)
W. Whitmam

субота, јун 26

Estou de músicas

SUPER BACANA
(Caetano Veloso)


Td essa gente se engana
Ou então finge que não ve
Eu nasci pra ser o superbacana
Eu nasci pra ser o superbacana

Superbacana, Superbacana, Superbacana
Super-homem, superflit, supernic, superlist
Superbacana

Estilhaços sobre Copacabana
O mundo em Copacabana
O mundo em Copacabana
Copacabana

O mundo explode longe muito longe
O sol responde o tempo esconde
E o vento espalha as migalhas
Caem todas sobre Copacabana

Me engana, me esconde
o superamendoim
E o espinafre biotônico
No comando do avião supersônico
Do parque eletrônico

Do poder atômico
Do avanço econômico
A moeda número um
Do Tio Patinhas
Não é minha

Um batalhão de cowboys
Barra a entrada da legião
de super-heróis

E eu Superbacana
Vou sonhando até explodir colorido
No sol dos cinco sentidos
Nada no bolso ou nas mãos

Um instante maestro !!!
Eh, vida, vida
Que amor brincadeira, Vera
Eles amaram de qualquer maneira, Vera
Qualquer maneira de amor vale a pena
Qualquer maneira de amor vale amar

Eilá, que pena
Que coisa bonita, diga
Qual a palavra que nunca foi dita, diga
Qualquer maneira de amor vale aquela
Qualquer maneira de amor vale amar
Qualquer maneira de amor vale a pena
Qualquer maneira de amor valerá

Eles partiram por outros assuntos, muito
Mas no meu canto estarão sempre juntos, muito
Qualquer maneira que eu cante este canto
Qualquer maneira me vale cantar

Eles se amam de qualquer maneira, Vera
Eles se amam é pra vida inteira, Vera
Qualquer maneira de amor vale o canto
Qualquer maneira me vale cantar
Qualquer maneira de amor vale aquela
Qualquer maneira de amor

Milton Nascimento

seu lugar é o lugar do não lugar
segue na margem do meio
sempre em percurso
errante.
louco tem lugar

Laço de possibilidade com a finitude
enlaço de vontades convulsivas, flutuantes
Imensas, imersas, enredadas
fundidas na questão, a grande questão:
que a palavra persegue e não alcança; e que o corpo se distorce ao sentir, desfigura, contraí, se doi, se prazer.

desfile giratório promovido pelos efeitos boêmicos de noites sem fim, afins, embriagadas, sedutoras, fugidias. Passeio pelo encanto dos encontros que se permitem incompreensíveis. A beleza estranha entranha, urde. E não se reduz ao que nos possamos querer de nos mesmos.

"Cada semana, uma novidade
>
> A última foi que pizza previne câncer do esôfago.
>
> Acho a maior graça. Tomate previne isso, cebola
> previne aquilo, chocolate faz bem, chocolate faz
> mal, um cálice diário de vinho não tem problema,
> qualquer gole de álcool é nocivo, tome água em
> abundância, mas peraí, não exagere...
>
> Diante desta profusão de descobertas, acho mais
> seguro não mudar de hábitos.
>
> Sei direitinho o que faz bem e o que faz mal pra
> minha saúde.
>
> Prazer faz muito bem.
>
> Dormir me deixa 0 km.
>
> Ler um bom livro faz eu me sentir novo em folha.
>
> Viajar me deixa tenso antes de embarcar, mas depois eu rejuvenesço uns
> cinco anos.
>
> Viagens aéreas não me incham as pernas, me incham
> o cérebro, volto cheio de idéias.
>
> Brigar me provoca arritmia cardíaca.
>
> Ver pessoas tendo acessos de estupidez me embrulha
> o estômago.
>
> Testemunhar gente jogando lata de cerveja pela
> janela do carro me faz perder toda a fé no ser humano.
>
> E telejornais os médicos deveriam proibir - como doem!
>
> Essa história de que sexo faz bem pra pele acho
> que é conversa, mas mal tenho certeza de que não
> faz, então, pode-se abusar.
>
> Caminhar faz bem, dançar faz bem, ficar em
> silêncio quando uma discussão está pegando fogo faz muito
> bem: você exercita o autocontrole e ainda acorda
> no outro dia sem se sentir arrependido de nada.
>
> Acordar de manhã arrependido do que disse ou do
> que fez ontem à noite é prejudicial à saúde.
>
> E passar o resto do dia sem coragem para pedir
> desculpas, pior ainda.
>
> Não pedir perdão pelas nossas mancadas dá câncer,
> não há tomate ou muzzarela que previna.
>
> Ir ao cinema, conseguir um lugar central nas
> fileiras do fundo, não ter ninguém atrapalhando
> sua visão, nenhum celular tocando e o filme ser
> espetacular, uau! Cinema é melhor pra saúde do
> que pipoca.
>
> Conversa é melhor do que piada.
>
> Beijar é melhor do que fumar.
>
> Exercício é melhor do que cirurgia.
>
> Humor é melhor do que rancor.
>
> Amigos são melhores do que gente influente.
>
> Economia é melhor do que dívida.
>
> Pergunta é melhor do que dúvida.
>
> Tomo pouca água, bebo mais que um cálice de vinho
> por dia, faz dois meses que não piso na academia,
> mas tenho dormido bem, trabalhado bastante,
> encontrado meus amigos, ido ao cinema e confiado
> que tudo isso pode me levar a uma idade avançada.
>
> Sonhar é melhor do que nada."
>
>Luiz Fernando Veríssimo

среда, јун 23

Ângulo


Aonde irei neste sem-fim perdido,

Neste mar oco de certezas mortas? —

Fingidas, afinal, todas as portas

Que no dique julguei ter construído...





— Barcaças dos meus ímpetos tigrados,

Que oceano vos dormiram de Segredo?

Partiste-vos, transportes encantados,

De embate, em alma ao roxo, a que rochedo?...




Detive-me na ponte, debruçado.

Mas a ponte era falsa — e derradeira.

Segui no cais. O cais era abaulado,

Cais fingido sem mar à sua beira...





— Por sobre o que Eu não sou há grandes pontes

Que um outro, só metade, quer passar

Em miragens de falsos horizontes —
Um outro que eu não posso acorrentar...

Sá Carneiro

понедељак, јун 21

viagem vermelha ver voar... tao bonito.
mosaicos do seculo XII, cavalos enormes e gente, gente, gente. Ruas pequeninas cheias d'àgua e mais gente. e musica.
sorriso largo e cumprido - gondola?

ja vou. tem veneza la fora. e dentro tb.

недеља, јун 20

Infinitas ilusões. Estilhaços. Tão fragmentada que já não sei mais qual é o meu lugar nessa história. Figuro apenas: explosões de virtualidades inefetivas. Acordo em camas estranhas, persigo cheiros que desconheço. Sou apenas eu e o mundo. Talvez a linguagem seja mesmo uma farsa.Dos olhos que adentro.Sou atraída pelo silêncio do outro lado do espelho. Mergulho no outro do espelho. Giro em torno de tudo que deveria ser, sussuram-me todas as vozes que habitam o corpo frágil humano viciado voluptuoso. Levanta e se veste. Pensamento não traduzível. Sensações que vazam por caminhos arrancados violentamente das superestruturas e assim derramados quase impedem o caminhar.Mais umas cervejas e alguns cigarros.Divagações sobre a natureza de pessoas sem natureza.E se todos os dias nós ficassêmos assim, quem iria enjoar primeiro...Dançariamos tango e fugiriamos para debaixo da cama. jogariamos a casa no chão e afogaríamos nossos filhos.Faria preces aos bruxos do mundo para que me dessem de novo o dom de fazer sonhar. E você teria o poder de dar nomes as coisas. E seríamos então, finalmente:invencíveis e poetas.
A mais elevada de todas as loucuras - dizia ela -, é envergonharmo-nos das inclinações que recebemos da natureza; e fazer pouco dum qualquer indivíduo que tem gostos singulares, é absolutamente tão bárbaro como o seria mofar dum homem ou duma mulher saído zarolho ou coxo do seio da mãe, mas insinuar estes princípios razoáveis a néscios é empreender parar o curso dos astros. Existe uma espécie de prazer para o orgulho em rir dos efeitos que não se tem, e estes gozos são tão doces ao homem e particularmente aos imbecis, que é muito raro vê-los renunciar-lhes... Isso provoca, aliás, maldades, frios ditos de espírito, fracos trocadilhos, e para a sociedade, ou seja para uma colecção de seres que o tédio junta e que a estupidez modifica, é tão doce falar duas ou três horas sem nada dizer, tão delicioso brilhar à custa dos outros e anunciar estigmatizando-o um vício que se está muito longe de ter... é uma espécie de elogio que se pronuncia tacticamente sobre si mesmo; por este preço consentem até em se unir aos outros, em fazer cabala para esmagar o indivíduo cujo grande erro é o de não pensar como o comum dos mortais, e retiram-se para casa inchados do espírito que mostraram, quando só provaram radicalmente por uma tal conduta pedantismo e tolice.


Sade
veneza.


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Meu tema é o instante? meu tema de vida. Procuro estar a par dele, divido-me milhares de vezes em tantas vezes quanto os instantes que decorrem, fragmentária que sou e precários os momentos - só me comprometo com vida que nasça com o tempo e com ele cresça: só no tempo há espaço para mim" .
Clarisse Lispector

субота, јун 19

Tua ausência
me arranca um pedaço
um medo
um descompasso
quem me dera fosse um braço

Mas me arranca uma poesia
um encantamento
que rasga por dentro
e só existe no tempo
de seus olhos meus


Costa Ávila
O Menino Azul
O menino quer um burrinho
para passear.
Um burrinho manso,
que não corra nem pule,
mas que saiba conversar.

O menino quer um burrinho
que saiba dizer
o nome dos rios,
das montanhas, das flores,
- de tudo o que aparecer.

O menino quer um burrinho
que saiba inventar histórias bonitas
com pessoas e bichos
e com barquinhos no mar.

E os dois sairão pelo mundo
que é como um jardim
apenas mais largo
e talvez mais comprido
e que não tenha fim.

(Quem souber de um burrinho desses,
pode escrever
para a Ruas das Casas,
Número das Portas,
ao Menino Azul que não sabe ler.)

Cecília Meirelles

четвртак, јун 17

As últimas manhãs de outono. Tãobelas que chega a doer: gota que explode no marasmo das águas. Laagoas. Alagações. Azuis. Do azul eu a pedra. Da pedra eu vejo encontro de azuis. Intensidades que se diferem: o azul tão azul que é verde. Irredutíveis e belos. O mar me faz tanta falta que se presença. Me insinuo pro sol que amarelo doura tudo. Infinito azul dourado marcado pela ausência tão presente e perene. O mar não vem. Mergulho no ponto que é falta. Desrazão. Sedução. Afeto. Escondo-me e transfiguro-me. Hoje meu único ataque será sor-riso. O céu é azul por causa do mar, que diante do azul que é seu aparece verde. Contudo, contudo, contudo...

недеља, јун 13

" A partir de um certo ponto não há mais qualquer possibilidade de retorno. É exatamente este ponto que devemos alcançar."
Franz Kafka

петак, јун 11

boolinhass... ;)~

:)
:)
:)

acima são os rostos felizes dos leitores do bloog


uma do meu amigo:



Meu amor tem cor de cosquinhas
Seu pé e meio rosa.
Seu nariz se avermelha quando ri
Seus olhos, se verdes, brilham tanto que quando os vejo esqueço até de andar
e flutuo...



Costa Ávila
e para quem lembra daquela discussao das bolinhas amarelas e verdes, ou do real e seus desdobramentos, o blog nos pintou.
AS: gostava mais da outra forma do blogg... aquele com cores e bolas // antecessora desta.