уторак, август 7

Ao pó da letra:
esse estranho des-encontro. solidão quente. creo que no todo está perdido. (música tão linda.)vamos nos perder mais e mais e sempre. Bem mais além do mar, quem diz que vai


não vêm. I lost myself on ( ) . do you read me? a palavra deve ser encontrada. Dizem que o pedagogo sabe e o aluno saberá. a palavra não pode ser ausente.


Que nome dar a este evitamento?


Essa violência que não é menos africana que francesa. je pais longstaemps, moutons mystérieux, Les songes vains, les anges curieux...Ici venu, l'avenir este paresse.tout est brulé. E queremos tanto tanto ser norte-americanos...
Pois se me interrogam, se interrogo. perdoei meus brancos. Ontem. é que o amor disseminado a falta de cultura e a brutalidade de espírito me entediam. Não faço idéia do que escrevo, mas cumpro a sina. eu sei eu sei, dor não é amargura. mas quem mais sabe disso? o tédio me dói.
continuomuda em quatro, seis, quinze, dez mil linguas.

só fico tranquila quando o dinheiro que aparece me embriagará. Fico inquieta quando não falta o dinheiro para me embriagar.
é porque não me conformo apenas em arder, preciso ver virar cinzas, esquecimento, morte. e depois traço, letra, escrita.

Ruborizo-me agora? Talvez, por ter sonhado.

-Cada dia leio como se fosse a primeira vez.
-e é.




A gente só sabe viver pra contar depois.

среда, јул 18

As férias de Hegel


MAGRITTE

среда, јул 4

inventariando-me.
para saber,
ou finalmente não-saber:
O QUE ME IMPORTA?


desconfio que invento e dissimulo tudo. minha afecção só não é uma mentira porque não sei diferenciar essas coisas. fico procurando em mim o que vejo nos outros e só encontro um vazio brinco de remendar;

понедељак, јул 2

"O meu mundo não é como o dos outros, quero demais, exijo demais; há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que eu nem mesma compreendo, pois estou longe de ser uma pessoa; sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada, uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudade… sei lá de quê"

уторак, јун 19

Se o discurso falasse por todos sujeitos, e se eu finalmente me visse passar.Quando o chão desfizesse-se, e nada houvesse que não a bela queda. Se falar com todos os eus não fosse ainda falar sozinho, e se o falar com os outros fosse outro que não compartilhar solidão.
Se esse Outro não fosse mais do que uma invenção. E que sua ausência pudesse nunca ser precedida da presença que objetiva eu e ele. Se apenas os indícios.
a questão seria ficar entre o traço e o rastro. o ser e não-ser deslocados num sonho que outro não poderia realizar. A escolha como estado de espírito e fuga.
mergulho pra dentro
mas do dentro do entorpecer, que já sempre é transbordar.

уторак, јун 12

"A coquetterie é uma atitude religiosa,
a elaboração de ritos
em que se exalta o fútil.
Mas a frivolidade deixa revelar a essência:
a paixão pelo pormenor exprime o
desregramento do amor e do ódio
- e é o excesso que acaba por nos fazer sorrir."

Não, eu não me importo em estar sozinho, hoje
por
aqui
agora.

Eu? Sozinho? Não me acuso em tal per-missão..

Disso tudo, disso disso, de estar sozinho, pode estar inter-dito uma chamada
uma recompensa
um reembarque (porque estamos terminantemente transitando)
para o meu próprio lugar,
que não é aqui,
nem acolá.

Aonde será?
O meu? O eu?
E o embarque? Algum lugar?

Empazinado de um salgado mal comido (bem dormido), olhei hoje mais alguns apartamentos. Nada, nada nada. Nada que prestasse. Há que se ter algum fio, esperança, sentido; preciso, então, me fio, no que me confia, e por aí-lá vou eu, sair, novamente, à procura, amanhã.

Sinto saudade de você, e talvez tenha saudade de mim mesmo, de você, e de mim, do trânsito (não do tráfego), do embarque e do desembarque. Aí-aqui-e-já-lá-já-já gosto de você, em trânsito, daqui e daí. Simples

Assim.

понедељак, јун 11

"esse jeito anfíbio de ser me favorece. sei a gíria e um tanto da poesia que essa geração tem em todos os seus fliperamas, seus beatles, seus ácidos. essa literatura me interessa, essa que sai de dentro das páginas e flana nas esquinas, joão do rio, literariamente. nada muito claro. foi lendo Oswald, presente do Charles, que alguma coisa acontece no meu coração. era aquilo, aquele corte seco, garrincha, um humor rápido, gaiato. ou teria sido goddard? o choque. ou seria joão gilberto, nada além do estritamente necessário. desafinado. ou Caetano, me quebrando por dentro e por fora. tão lindo. sei lá. as influências são difíceis de deterctar. onde é a literatura na cabeça da gente??? na janela dum ônibus? num lance?"
Chacal

среда, јун 6

Eu fico.
como se eu pudesse instaurar um ponto, e deixar que o mundo se vire e re-vire. polêmica, dissenso, debate. Eu tenho-sinto-desperto tudo que preciso. Crio os furacões a minha volta. vou pra rua e bebo a tempestade. No horizonte, algumas pessoas se foram. Outras chegaram. E algumas estão aqui mesmo não estando. São tantas.
Essa coisa de saudade faz a gente ver de outra perspectiva quem está perto. Só quero a insolência. E nunca esse ressentimento calado, essa fragilidade travestida de afastamento.
Escrever também põe a gente em outra perspectiva. como uma viagem interna. um porre. um desorganizar inconcluso. vôo de uma abstração profundamente concreta. E no fim de tudo apenas aquela sensação de que entre uma palavra e outra, um trago e outro, um desentendimento e outro, eu fico.
Um dia, quando eu for bem velhinha, vou entender essa gente que não gosta de confusão...


понедељак, мај 28

Amigos de bar
Papos desconexos
Eu procuro um par
De novo o velho sexo
Fedendo a vexames
Procuro alguém para amar
Na rua deserta
Como as Casas Sendas
Não me repreendas
São sempre os mesmos problemas
Não temas
O meu tema sem vida, minha amiga
Só porque eu perdi a vida
O presente mais lindo, um verso, um amor
Paciência comigo
São sonhos tão novos
E amigos antigos
Pra temperar vodka
Gargalhadas gostosas
Acrescenta pequenos momentos de silêncio
Conferir a sério
E esperar o troco
É louco viver!
Boa noite, amiga
Prazer em te ver!

Cazuza.

петак, мај 25

“Escrever é entrar na afirmação da solidão onde o fascínio ameaça. É correr o risco da ausência de tempo, onde reina o eterno recomeço. É passar do Eu ao Ele, de modo que o que me acontece não acontece a ninguém, é anônimo pelo fato de que isso me diz respeito, repete-se numa disseminação infinita. Escrever é dispor a linguagem sob o fascínio e, por ela, nela, permanecer em contato com o meio absoluto, onde a coisa se torna imagem, de alusão a uma figura se converte em alusão ao que é sem figura e, de forma desenhada sobre a ausência torna-se a presença informe dessa ausência, a abertura opaca e vazia sobre o que é quando não há mais ninguém, quando ainda não há ninguém"
M.Blanchot.

понедељак, мај 21

ando me engasgando com as palavras.
tenho tantas e tão pouco a dizer. então?




às vezes.
só às vezes.


penso em não esperar por aquilo que surge do inconcebível vazio.

петак, април 27

Consolo na praia


Vamos, não chores.
A infância está perdida.
A mocidade está perdida.
Mas a vida não se perdeu.

O primeiro amor passou.
O segundo amor passou.
O terceiro amor passou.
Mas o coração continua.

Perdeste o melhor amigo.
Não tentaste qualquer viagem.
Não possuis carro, navio, terra.
Mas tens um cão.

Algumas palavras duras,
em voz mansa, te golpearam.
Nunca, nunca cicatrizam.
Mas, e o humour?

A injustiça não se resolve.
À sombra do mundo errado
murmuraste um protesto tímido.
Mas virão outros.

Tudo somado, devias
precipitar-te, de vez, nas águas.
Estás nu na areia, no vento...
Dorme, meu filho.

CDA

недеља, април 8

quase um suspiro:
eu não nasci para isso. não para essa relação
tributável.
há quem fuja da vida burocrática, mas não escape dos protocolos intestinos.
eu me retiro.

vou por venturas. ainda não sei, ainda um quase lugar.
talvez seja bonito. talvez eu aprenda a ver em outro infinito aquilo que curva em mim, e me afoga em tantas interrogações.
não caibo no espaço que fiz; Veredas impunemente.

субота, март 31

neste horizonte que se desdobra, sem conforto, sem promessa, sem seguro. não há garantias.
este falso cansaço, que também é um falso ânimo.
uma vontade de não ser nem isto nem aquilo.
uma vontade de não-ser nessas horas representadas, em fila, em procissão. é preciso escapar. se me encaro, o que vejo? alguém que efetivamente não se importa. que quer o diverso só por ser diverso, que acha tão divertida uma coisa quanto outra. E que só não pode suportar aquilo que, por capricho ou preguiça, não varia. De resto, as musas, as divas, as putas?! príncipes, mabembe, bandido?! dessas máscaras que se faz senão um carnaval? não me peçam seriedade com essas personalidades todas, não me acusem de magoar essas ficções, não me fale de exagero.eu te falo de preguiça.
são dias e dias tecendo.
dias de acordar e sentar em frente ao computador e levantar horas depois sem uma única palavra. tudo para amanhã; são dias de conversas certas com pessoas erradas, ou seria bem o contrário?ou coisa nenhuma?dias de vagabundagem virtual, e de cervejas reais, e impressionantes. leva tudo para uma nova claridade, uma outra clareira, que nunca foi outra.
apetece-me o INDEFINIDO. estou em casa.

понедељак, март 26

Ultimatum
Álvaro de Campos

Mandado de despejo aos mandarins do mundo
Fora tu reles esnobe plebeu
E fora tu, imperialista das sucatas
Charlatão da sinceridade e tu, da juba socialista, e tu qualquer outro.
Ultimatum a todos eles e a todos que sejam como eles todos.
Monte de tijolos com pretensões a casa
Inútil luxo, megalomania triunfante
E tu Brasil, blague de Pedro Álvares Cabral que nem te queria descobrir.
Ultimatum a vós que confundis o humano com o popular
Que confundis tudo!
Vós anarquistas deveras sinceros
Socialistas a invocar a sua qualidade de trabalhadores para quererem deixar de trabalhar.
Sim, todos vos que representais o mundo, homens altos passai por baixo do meu desprezo
Passai, aristocratas de tanga de ouro,
Passai frouxos
Passai radicais do pouco!
Quem acredita neles?
Mandem tudo isso para casa, descascar batatas simbólicas
Fechem-me isso a chave e deitem a chave fora.
Sufoco de ter só isso a minha volta.
Deixem-me respirar!
Abram todas as janelas
Abram mais janelas do que todas as janelas que há no mundo.
Nenhuma idéia grande, nenhuma corrente política que soe a uma idéia grão!
E o mundo quer a inteligência nova
O mundo tem sede de que se crie
O que aí está a apodrecer a vida, quando muito, é estrume para o futuro.
O que aí está não pode durar porque não é nada.
Eu, da raça dos navegadores, afirmo que não pode durar!
Eu, da raça dos descobridores, desprezo o que seja menos que descobrir o mundo novo.
Proclamo isso bem alto, braços erguidos, fitando o Atlântico
e saudando abstratamente o infinito.

петак, март 16

CONTRA TODOS E CONTRA NINGUÉMHoje vamos tratar de um tema polêmico: a polêmica propriamente dita. A busca pela unanimidade torna-se incansável à medida que os argumentos vão ficando menos plausíveis, a falta de um senso comum é a linha de partida para a discussão e por fim ganha quem levar no grito. Convencer-se do contrário é dar a mão à palmatória, é sair perdedor de uma guerra sem vencedores. Ou achar que na vida tem-se que entrar sempre para ganhar. O desejo da unanimidade é o único ponto pacífico e por mais frustrante que seja a descoberta do impossível, menos perceptiva é a intenção do real sentido do termo polêmico. Afinal, o que significa polêmica? É ir contra a opinião pública? É ter uma visão particular, e não por isso distanciada, de uma realidade construída apenas no social? Polemizar é contrariar o desejo comum de tornar a rotina uma sucessão de pastiches de identidade. Ser polêmico não é ser simples e puramente do contra; é, antes de tudo, saber que tudo isso vai dar em nada. visão de Hermés Galvão,

недеља, март 11

уторак, март 6

eu tenho corações fora. Dentro só desconheço.

понедељак, март 5

um dia conheci alguém que não tinha medo.
era forte e sincero, mas não tinha nada. era sagaz e voluntarioso, e vivido.
era simples saber como ia perdê-lo.

e nunca teve a menor importância. nunca foi muito homem de receber visita. Em geral ele era encontrável na cidade.um filósofo formidável, me recebia e conversava comigo.

um dia, sem mais, ele parou de ver. logo então percebi que ninguém jamais me enxergaria.

четвртак, март 1

esse estado oscilante porque tudo está parado.



re corte


ao mesmo tempo a causa e o meio de uma lenta hemorragia.